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    KARAMINHOLAS

    "Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo..." Carlos Drummond de Andrade

    CONTOS



     
     

    UM MOMENTO DE PAZ

    Jorge, sozinho em casa - a mulher viajando - tomou o seu banhinho da tarde, comeu um negocinho - nunca jantava - abriu uma Skol e sentou-se na cadeira da varanda do seu apartamento - 12º andar - e ficou, ali, afagando o cachorro, olhando a cidade, e bebericando vagarosamente aquela maravilhosa cervejinha gelada.

    Esvaziou a cabeça, não pensava em nada.

    Só olhava... não via nada!

    A cabeça e a alma... ocas.

    Ele, todo oco!

    Encostou a cabeça na parede, bebericou a cervejinha, se acomodou na cadeira, passou mais uma vez o pé pelo dorso do cachorro, fechou os olhos e não sentiu nada... nem dor, nem tristeza.

    Talvez um alívio.

    E se foi!

    Muito mais em paz do que quando nasceu.

    O copo escorregou da mão...

    O cachorro latiu...

    Uma estrela cadente atravessou a noite de sul a norte.

    Silêncio...

    Paz!

    TõeRoberto

    Cara de bunda

    Amizades honestas.

    Imagem:amigos-google-autor não informado-post in jampa,pb

    ________________________

    DEU NA INTERNET: Mulher corta o pau do marido e joga pro cachorro!



    Escrito por TõeRoberto às 06h37
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    ARGENTINOS II

    Qual o País que está mais perto do céu?

    É o Uruguai, que está ao lado da Argentina!

    PS:

    Fazer o quê? Afinal de contas nós também moramos perto do paraíso... e não sabíamos!

    VELINHA GENITAL

    Bem lembrado!

    TõeRoberto-imagem:google-autor não informado-piada:internet-autor não informado-post in sampa,sp

    ______________________

    Ô SE FOSSE ASSIM! Benhê, acabou a cerveja; guenta aí que eu vou buscar mais!



    Escrito por TõeRoberto às 07h48
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    PROCURA

    - No silêncio da noite procuro um rosto.

    - Um rosto qualquer!

    - Real ou inventado, não importa!

    - Um rosto amigo!

    - Um rosto que sorria, acredite na vida.

    - E me sussurre não segredos, mas verdades abertas.

    - Não certezas abstratas, mas realidades concretas.

    - Eu procuro um rosto.

    - Todas as noites.

    - Nas ruas.

    - Nos meus sonhos.

    - E ele é uma névoa.

    - Não se define de fato.

    - É só um projeto... um vulto... uma possibilidade.

    - E me deixa agoniado.

    - Pensando que a vida se vai... cansada!

    - Eu procuro um rosto.

    - A quem possa interessar que o desenhe.

    - Na parede dos meus olhos atentos.

    TõeRoberto

    UM ROSTO... UMA NÉVOA!

    Imagem:internet-autor desconhecido-post in jampa/pb

    ____________________________________________________

    SEJA PERSISTENTE! Nunca desista daquele sonho. Se não encontrar numa padaria, procure na próxima.



    Escrito por TõeRoberto às 07h16
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    MULHER NO ESPELHO

     

    - Gineilda terminou de passar o batom - vermelho - levantou-se da banqueta e se olhou no espelho... nua.

    - Ficou ali se admirando.

    - Passou as mãos nos cabelos.

    - Tocou o nariz.

    - As orelhas.

    - Tocou levemente o queixo à procura de pelos.

    - Imaginou a medalhinha de prata - Nossa Senhora dos Aflitos - no pescoço.

    - Desceu a mão.

    - Tocou os seios - por inteiros - suavemente, começando pela base até as aréolas, os mamilos.

    - Lá demorou.

    - Com o indicador fez movimentos circulares... fechou os olhos e sentiu um arrepio, maravilhoso, que começou nos pés e terminou nos cabelos.

    - Tocou a barriga.

    - Enfiou o mindinho no umbigo e ficou ali se acariciando.

    - E seguiu.

    - A mão correu pelo ventre.

    - Pensou... parou.

    - Fechou e abriu a boca e beijou o espelho.

    - Virou-se 1/2 que de lado, ficou na ponta dos pés e apalpou as nádegas.

    - Apertou: durinhas!

    - Acariciou-se calmamente... pausadamente... demoradamente.

    - Afastou-se do espelho, encheu um copo de rum - sem gelo - e ligou o rádio.

    - Maysa:

    "Meu mundo caiu
    e me fez ficar assim..."

    - Voltou para o espelho.

    - Engoliu 1/2 copo do rum.

    - E se ateve à música.

    - Cantarolou e 1/2 meio que dançou.

    "Você conseguiu..."

    - Parou.

    - Desceu as mãos até o ventre.

    - Enfiou os dedos nos pelos púbicos - pretos, fartos... encaracolados.

    - Massageou-os com os olhos fechados.

    - Correu vagarosamente a mão direita para o meio das pernas.

    - Maysa:

    "E agora diz que tem pena de mim..."

    - E com o dedo 1/2 curvo - fundo - pensou desesperadamente em Lízio Eduardo, aquele filho-da-puta sem-vergonha.

    - E teve o primeiro orgasmo, o que antecedeu aos outros 143.

    - Engoliu a outra metade do rum e se encolheu quietinha.

    - Ficou ali em posição fetal... com a mão no 1/2 das pernas.

    - Sofrendo!

    - E Maysa:

    "Se meu mundo caiu
    Eu que aprenda a levantar..."


    TõeRoberto

    MULHER NO ESPELHO!

    Imagem:internet-autor desconhecido-post in jampa/pb

    ________________________________

    E A VERDADE É UMA SÓ! Quem dá pra pobre ainda tem que pagar o motel.



    Escrito por TõeRoberto às 07h36
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    AMORES

    - É lei: macho lava a honra com sangue!

    - Miguelinho - desde criança, -  vivenciou isto, porque o pai, Miguelão - na sua frente - enfiou a faca na garganta da mãe, Cletilda, porque ela chamou-lhe frouxo.

    - Miguelinho cresceu assim: dividido entre a macheza do pai e a ausência da mãe que, pela voz do pai - em cana - sempre foi uma vaca, uma depravada, uma filha-da-puta, uma vadia mal-agradecida e desalmada.

    - Ouvia estas merdas e, ainda por cima, bebia umas cachaças... quase sempre o dia inteiro.

    - Desocupado, o maior trabalho era vigiar Vandilsa - prima - que ele, na escala dos relacionamentos humanos  -  de parentes - classificou como 'sua'.

    - Vandilsa não sabia, mas lhe pertencia.

    - Ele a vigiava de longe: sabia seus horários, seus hábitos, sabia a cor dos cabelos, do sapato, do lenço, do batom, do vestido e, às vezes, a cor da calcinha.

    - Sabia a que horas ela levantava, a cor da camisola, o que comia no café da manhã, o que comia no almoço, qual novela, qual música, qual livro, qual vestido, como passava o dia... quantas vezes respirava por minuto.

    - Se ocupava com isto se alimentado do salário mínino que a avó, Anilda, recebia do INSS.

    - Se entrincheirava na praça, de manhã, na frente da casa de Vandilsa e fazia, mentalmente, o relatório do dia.

    - 06:45: escola, com a amiga Lísia.
    - 09:30: recreio, uma coxinha no boteco do Zélio.
    - 12:00: chegava em casa, jogava a bolsa no sofá.
    - 12:30: almoço, sempre com suco de laranja.
    - 14:00: saída, para estudar com Lísia.
    - 16:00: retorno para casa, banho.
    - 17:00: televisão, resto de sessão da tarde.
    - 19:00: jantar, sempre com uma saladinha de alface.
    - 20:00: Jornal Nacional.
    - 21:00: novela, sempre na Globo.
    - 22:30: cama, com a camisolinha branca.
    - 05:30: fora da cama, banho.
    - 06:00: café da manhã, sempre uma bolachinha de chocolate.
    - 06:45: escola, com a amiga Lísia.

    - Aparência: cabelo liso - loiro; um brinco de pérola - pequeno; uma miniblusa verde - indecente; o umbiguinho de fora - lindo; uma sainha jeans - minúscula; uma calcinha vermelha - ínfima (às vezes se via); uma sandalhinha da Xuxa - azul... um jeitinho de sem-vergonha - piranha mesmo -  estampado no rosto.

    - E descia a rua.

    - Miguelinho acompanhava de longe.

    - Isto já rolava há 07 anos, sigilo absoluto, nem o maior do maior do maior dos amigos sonhava tal obsessão.

    - Uma boca de noite, Miguelinho, desta vez sem estar de guarda, vinha descendo a rua e deu de cara com Vandilsa entrando num carro preto - Celta.

    - O cabelo liso - loiro; o brinco de pérola - pequeno; a miniblusa verde - indecente; o umbiguinho de fora - lindo; a sainha jeans - minúscula; a calcinha vermelha - ínfima; a sandalhinha da Xuxa - azul... uma jeitinho de sem-vergonha - piranha mesmo -  estampado no rosto.

    - Bambeou as pernas, sentiu um troço na cabeça, e saiu correndo atrás do carro.

    - 15 minutos depois, parou.

    - Valdilsa sumira no escuro da noite.

    - Tontura, arrepio, pernas moles, angústia, desespero, dor, agonia, infelicidade, tristeza, ansiedade, caralho, porra, filho-da-puta, cê me paga, cadela, vadia, corno, bandido, sem-vergonha, isto não fica assim, eu mato, arrebento, ninguém mexe com mulher minha, safada, vaca, ordinária, vagabunda... puta!

    - E não foi pra casa esta noite.

    - Fincou pé na praça, frente da casa de Vandilsa - a faca na cintura.

    - Não viu quando o carro preto - Celta - chegou, porque cochilava.

    - Nem quando ele partiu deixando Vandilsa depois de um longo e demorado amasso no banco de trás do carro.

    - Acordou, sem saber onde estava, com a janela do quarto de Vandilsa ainda iluminada.

    - Olhou o relógio: 04:23 da manhã.

    - Levantou-se - nada mais a fazer -  caminhou pela rua e sentiu na pele o que é a dor do ciúme, a dor de corno, a dor de macho desprezado... a dor do amor.

    - A faca cutucava o estômago, o coração, o fígado, o pâncreas, o baço, os rins... a alma.

    - Pensou no pai que lavara a honra com muito sangue.

    - O estômago embrulhou.

    - Em casa, vomitou até as tripas - como se diz na gíria.

    - Vandilsa flutuava dentro da sua cabeça com a agônica sainha jeans - meu Deus!, o angustiante umbiguinho lindo - meu Deus!, a sua cara de vaca, depravada, filha-da-puta, vadia mal-agradecida... e desalmada!

    - Sentiu-se frouxo, sem ninguém para chamá-lo disto.

    - E pela primeira vez ficou pensando se sua mãe não tinha razão em relação ao seu pai.

    - Deitou-se, enfiou o dedão na boca, colocou-se em posição fetal e choramingou baixinho a ausência da mãe.

    - E não dormiu!

    TõeRoberto

     

    PESCARIA!

    Imagem:internet-autor desconhecido-post in jampa/pb

    _____________________________________________________

    APRENDENDO! Sexo é como jogo de cartas: se você não tiver um bom parceiro, é bom ter uma boa mão.



    Escrito por TõeRoberto às 07h01
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    O MANSO

    - Vivenciano saiu para trabalhar - fingiu - e ficou na moita.

    - Tinha sido avisado umas 500 vezes:

    - "Nolita tá de fuzuê com Nélcio."

    - Demorou a ter dúvidas.

    - Hoje teve!

    - Por isto foi pra moita.

    - E na moita lembrava Nolita: doido por ela, mãe dos três filhos, morena, fogosa, cheirosa, aquela bunda!, aqueles peitos!, aquela xoxotinha que mais parecia um vulcãozinho em erupção... o paraíso!

    - Ficou excitado... pensou em desistir, deixar pra lá... seguir a vida.

    - Mas e Amâncio?

    - "Vivenciano, fica esperto, a Nolita!..."

    - Fincou o pé!

    - Pensou: hoje vou fazer merda!

    - Macho pra caralho, começou a pensar no que ia fazer.

    - 1º pensamento: entro lá, mato o Nélcio e a Nolita e me mato.

    - 2º pensamento: mato o Nélcio, perdoo a Nolita.

    - 3º pensamento: mato a Nolita, perdoo o Nélcio.

    - 4º pensamento: não mato ninguém e deixo como está.

    - 5º pensamento: me mato.

    - 6º pensamento: preciso pensar noutra coisa. 

    - Pensou, revirou, repensou, fuçou, gemeu, engendrou, maquinou.

    - No que pensava ele viu Nélcio dobrar a esquina.

    - Nélcio olhou pra cá, pra lá... o relógio.

    - Apertou a campainha.

    - Nolita abriu a porta pela metade, Nélcio entrou.

    - Ele viu pela brecha da porta o penhoarzinho vermelho, lindo, que ele dera de presente de aniversário para Nolita.

    - Olhou para a porta que se fechava e teve o 7º pensamento: sem titubear, saiu da moita, entrou no boteco do Arlindo e pediu uma 51.

    - Enfiou garganta abaixo e pensou no 4º pensamento.

    - Pediu mais 2 cachaças, sentou-se à mesa do fundo do bar e ficou quietinho.

    - Feito menino que acabara de receber um castigo da mãe.

    - Ali ficou...

    - Levantou os olhos e viu quando Amâncio entrou no bar.

    - Engoliu, a seco, a 3ª dose de cachaça.

    - E virou o rosto para não ser reconhecido.

    TõeRoberto

    PENSOU EM NOLITA... NAQUELA BUNDA!!!

    Imagem:internet-autor desconhecido-post in jampa/pb

    ___________________________________________

    FIQUE ESPERTO: não trabalhe muito este ano, que trabalho demais não dá camisa pra ninguém!



    Escrito por TõeRoberto às 06h49
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