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    Karaminholas


     
     

    JULGAMENTO

    Hoje, no início do inverno sem fim, enxergo em mim o que não fui
    o que poderia ter sido
    e inspiro profundamente o azedo ar da vida.

    Não posso mais carregar comigo o peso do não ter sido
    a dor da derrota angustiante
    o grito do dragão do desejo reprimido.

    Hoje, no início do inverno sem fim, enxergo em mim o que não fuio que poderia ter sidoe inspiro profundamente o azedo ar da vida (Google)Julgamento
    Julgamento

    Em silêncio, reflito em mim a decadente tarde do meu dia
    não sou mais que uma sombra
    o homem julgado pelo crime de não ter sido.

    Antonio Medeiro



    Categoria: POESIAS
    Escrito por Antonio Medeiro às 07h51
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    FRESTA

    Depois de velho, dei de espiar pela fresta da janela.

    Gosto de ver a vida passando diariamente pela calçada da minha casa.

    Anda tão só a vida!

    Anda tão despossuída de novidades.

    Mas não interessa!

    Faça chuva ou faça sol, todas as manhãs eu a observo pela fresta da minha janela.

    E ela nunca falta, nunca!

    Faça chuva ou faça sol, todas as manhãs ela passa pela calçada da minha casa.

     Faça chuva ou faça sol, todas as manhãs a vida passa pela calçada da minha casa (Google)
    Fresta

    Sou um homem de sorte.

    Tenho uma casa, uma calçada, uma fresta na janela e a vida a passar pelos meus olhos todas as manhas da vida.

    Que mais preciso para viver?

    Antonio Medeiro



    Categoria: CRÔNICAS
    Escrito por Antonio Medeiro às 03h38
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    VIDA&MORTE

    A vida?

    É vício.

    Um patético sonho de sensações.

    A vida e a morte (Google)
    Vida&morte

    A morte?

    É abstenção do patético vício da vida.

    Nada mais, nada menos.

    Antonio Medeiro



    Categoria: CRÔNICAS
    Escrito por Antonio Medeiro às 07h06
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    A RESPEITO DE PEIXES

    E se um dia um peixe rebelde jogasse para fora do rio um anzol com uma cédula de 100 dólares como isca?

    E se esse peixe fisgasse (com certeza, fisgaria!) um dos muitos seres humanos que estariam se matando para pegar a isca?

    O que aconteceria?

    E se um dia um peixe rebelde jogasse para fora do rio um anzol com uma cédula de 100 dólares como isca? (Google)
    A respeito de peixes

    Os seres humanos vasculhariam os 7 mares à procura do peixe assassino?

    Eu acho que sim.

    Peixe é peixe, gente é gente.

    Gente pode matar peixes, peixes não podem matar gente.

    É a democrática regra imposta pelos seres humanos a todos os animais do planeta.

    (Como sou fdp! Adoro peixe com cerveja).

    Antonio Medeiro



    Categoria: CRÔNICAS
    Escrito por Antonio Medeiro às 04h38
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    TEMPO

    E o tempo, veloz  feito a vida, passou sorrateiramente pela janela dos meus olhos.

    Eu me entardeci com a fria neve do inverno colorindo os meus cabelos (Google)
    Tempo

    E eu me entardeci com a fria neve do inverno colorindo os meus cabelos.

    Antonio Medeiro



    Categoria: CRÔNICAS
    Escrito por Antonio Medeiro às 08h41
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    DIA DAS MÃES

    Ontem foi dia das mães.

    Sei que foi um dia especial para milhões de pessoas.

    É como diz o ditado:

    Mãe é mãe!

    Mas me perdoem todos os meus amigos, parentes, colegas, desconhecidos que, como eu tiveram e têm mãe.

    Sei que sou um enorme imbecil e tento sempre colocar areia na 'frágil' felicidade das pessoas, inclusive na minha.

    O que quero dizer?

    Uma coisa simples, chata, detestável, contestável, e...

    Nas minhas andanças por aí convivi com muitas mães, inclusive a minha.

    O que vi?

    Mães exploradas exaustivamente por maridos, filhos, irmãs, irmãos, parentes de todos os tipos.

    São mulheres que o tempo todo são cantadas em prosa e versos por todas as pessoas que com elas convivem.

    Pessoas que dizem amá-las e respeitá-las, mas que desfaçadamente as exploram de maneira diária e incansável.

    A tosca justificativa:

    É minha mãe, minha esposa, a mulher da casa.

    Parece que todas essas pessoas não têm a menor ideia que aquela mulher, aquela mãe, aquela esposa não passa de uma escrava a serviço do grupo familiar.

    E ainda elogiam!

    É a carne da minha mãe!

    É o macarrão da minha mãe!

    É a salada da minha mãe!

    Minha mãe passa e lava roupa como ninguém!

    E por aí vai.

    Mães são mulheres exploradas exaustivamente por maridos, filhos, irmãs, irmãos, parentes de todos os tipos (Google)
    Dia das mães

    Poderia aqui escrever um enorme tratado sobre a exploração descarada da mulher quando exerce a figura materna, mas o meu objetivo não é esse.

    Meu objetivo é só encher o saco.

    Elas?

    Ficam felizes por serem exploradas e lembradas de maneira fútil uma vez por ano.

    São mães, ficam felizes com qualquer coisa.

    Morro de dó.

    A grande verdade?

    É que a mãe de todos nós é mulher.

    E na nossa sociedade é permitido explorá-las com 'amor', versos, elogios e tapinhas nas costas.

    Às vezes com algumas porradas.

    O que penso disso?

    Nada.

    Apenas fico chateado por ter de conviver com uma sociedade terrivelmente hipócrita, logo que que sou o príncipe, o rei e o mais abestalhado dos hipócritas.

    Querem me mandar à merda?

    Mandem!

    Eu mereço.

    Ninguém deve escrever um texto desse no dia das mães.

    Quem faz isso só pode ser um imbecil.

    Me perdoe, mãe!

    Mas...

    Antonio Medeiro.



    Categoria: CRÔNICAS
    Escrito por Antonio Medeiro às 05h09
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    CORAÇÃO FASCISTA

    A grande cidade dorme.

    Na calada da noite pulsa, em silêncio, o enorme coração fascista.

    Do inferno, Mussolini acena, com sarcástico sorriso, as suas mãos sangrentas.

    Na grande cidade pulsa, em silêncio, o enorme coração fascista (Google)
    Coração fascista

    E a grande cidade dorme...

    E dorme.

    Antonio Medeiro



    Categoria: CRÔNICAS
    Escrito por Antonio Medeiro às 06h23
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    SAUDADE DE MIM

    Hoje amanheci com saudade de mim.

    Muita saudade.

    Fui até o espelho, olhei meu rosto, acariciei-me, refleti, abri a janela da alma, um tempo que se foi desfilou na minha memória.

    Nem um fio de barba branca.

    Nem uma cicatriz.

    Nem um remorso.

    Nem uma culpa camuflada.

    Apenas uma sensação de perda aflorou-me como que submergida da alma.

    Fui até o espelho, olhei meu rosto, acariciei-me, refleti, abri a janela da alma, um tempo que se foi desfilou na minha memória (Google)
    Saudade de mim

    E eu senti a brutalidade do ácido tempo escondida em mim.

    Num sobressalto, 1/2 que sem graça, virei as costas, fechei a porta e saí.

    Afinal, eu não estava assim com tanta saudade de mim.

    Antonio Medeiro



    Categoria: CRÔNICAS
    Escrito por Antonio Medeiro às 05h58
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    EQUÍVOCO

    Como um bom mineiro, olho 1/2 que de lado para o momento político brasileiro.

    Desconfiado, penso que o equívoco é o que move a alma nacional.

    Os ataques aos direitos da classe trabalhadora se fazem claros.

    Mesmo assim pessoas que são trabalhadores gritam a todo pulmão o nome de políticos que não dão a mínima para conquistas importantes que levaram anos para serem consolidadas pela sociedade.

    A classe trabalhadora não pode apoiar políticos que atacam os seus direitos (Google)
    Classe trabalhadora

    O que dizer?

    A essas pessoas aparentemente equivocadas, só tenho uma coisa a dizer:

    Se não estiverem preocupadas com o ataque aos seus direitos, que pensem com calma no futuro dos seus filhos e netos.

    Estão fazendo de tudo para que eles, no futuro, sejam apenas números na feroz escala produtiva das empresas que operam no Brasil.

    Antonio Medeiro



    Categoria: CRÔNICAS
    Escrito por Antonio Medeiro às 05h56
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    PAIXÃO

    Desilusão amorosa é comigo mesmo.

    Fui perdidamente apaixonado por mim mesmo e não correspondi.

    Chorar as pitangas é pouco (Google)
    Paixão

    Chorar as pitangas?

    É pouco.

    Paixão como essa?

    Nunca mais.

    Antonio Medeiro



    Categoria: CRÔNICAS
    Escrito por Antonio Medeiro às 08h02
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